11 causas de sangramento vaginal após o sexo

O sangramento vaginal após o sexo, chamado de sangramento pós-coito, pode ter várias causas. Conheça algumas na coluna de Mariana Varella

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Muitas mulheres apresentam sangramento vaginal durante ou logo depois de uma relação sexual em algum momento da vida. O sangramento pós-coito (sinusiorragia) pode ter várias causas, e a maioria não representa problemas de saúde mais graves. Pequenas fissuras na vulva e proximidade do período menstrual estão entre as causas benignas de sangramentos após o coito. No geral, esses sangramentos são leves e limitados e não vêm acompanhados de outros sintomas. Veja também: 8 causas de dor na vagina e vulva No entanto, às vezes a presença de sangramento depois do sexo pode indicar condições que merecem investigação médica. Veja as causas mais comuns do sangramento pós-coito.   Causas comuns de sangramento vaginal pós-coito 1. Menstruação e alterações hormonais Quando a relação sexual ocorre perto do início ou do fim da menstruação, é comum que haja escape de sangue durante ou logo depois do sexo. Isso porque o estímulo da relação sexual pode fazer com que o útero se contraia e elimine um pouco de sangue, seja pela descamação antecipada do endométrio ou pelo acúmulo de sangue ainda não expelido característico do fim da menstruação. Flutuações hormonais provocadas por mudanças no método contraceptivo ou outras condições que alteram o ciclo menstrual também podem causar sangramento pós-coito.   2. Falta de lubrificação Essa é uma das causas mais comuns do sangramento pós-coito. A fricção do pênis sem que haja lubrificação o suficiente pode ferir a mucosa da vagina e da vulva, levando a um sangramento durante ou após a relação sexual. A falta de lubrificação adequada é comum em mulheres que fazem uso de certos contraceptivos orais, antidepressivos ou outros medicamentos, que estejam no pós-parto ou no climatério e na menopausa, que tenham falta de desejo sexual ou se submetido à ooforectomia (retirada dos ovários), entre outras. Em geral, o sangramento vem acompanhado de dor durante a relação (dispareunia). O uso de lubrificantes durante o ato sexual ajuda a reduzir a fricção e o risco de microtraumas. No entanto, se o problema persistir é necessário procurar um ginecologista. 3. Cervicite A cervicite é uma inflamação do colo do útero que pode ter várias causas, como infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vaginose bacteriana, irritação química por produtos como espermicidas e látex do preservativo, entre outras. O sangramento ocorre porque o colo do útero inflamado fica mais sensível. Além do sangramento, podem surgir sintomas como corrimento fétido e amarelado ou esverdeado. Também pode surgir dor no baixo ventre ou durante a relação sexual. É muito importante identificar e tratar a causa da cervicite, pois as ISTs são contagiosas.   4. Ectrópio cervical Ocorre quando as células do interior do canal uterino se encontram na superfície externa do colo do útero. Como são mais delicadas, essas células podem sangrar com facilidade durante o estímulo da relação sexual. Essa é uma condição inofensiva e está presente em até 50% das mulheres, em especial na idade reprodutiva. Em casos mais raros, podem surgir sangramento leve após o coito, dor durante a relação sexual, corrimento vaginal e dor pélvica. Contudo, a maioria dos casos é assintomática. No entanto, se o sangramento for constante e intenso, pode ser necessário tratamento.   5. Prolapso uterino O prolapso uterino é caracterizado pelo deslocamento do útero da sua posição correta para dentro ou fora do canal vaginal. Popularmente chamado de “útero caído“, ocorre quando os ligamentos e músculos do assoalho pélvico ficam enfraquecidos. Mais frequente em mulheres na fase da menopausa, pode ser leve ou grave e provocar sintomas como sensação de peso na região pélvica, dor durante o sexo, constipação e incontinência urinária. Pode envolver tratamentos cirúrgicos e não cirúrgicos.   6. Pólipos cervicais São pequenos crescimentos que se formam no colo do útero ou no canal cervical. Resultantes de inflamações crônicas ou alterações hormonais, em geral são benignos e não exigem tratamento. Em alguns casos, podem surgir sintomas como sangramento pós-coito, fluxo menstrual intenso, sangramento fora do período menstrual e corrimento anormal. Os pólipos geralmente são removidos durante um procedimento simples, que pode ser realizado em consultório, chamado de polipectomia.   7. Doença inflamatória pélvica (DIP) A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção que acomete os órgãos reprodutores femininos superiores – colo do útero, útero, tubas uterinas e ovários – e pode afetar os demais órgãos da pelve e do baixo ventre. Em grande parte dos casos, a doença se manifesta em decorrência de uma infecção sexualmente transmissível – com frequência a gonorreia e a clamídia – adquirida por meio de relações sexuais desprotegidas. Os sintomas incluem sangramento pós-coito, dor durante a relação sexual, febre, dor pélvica e corrimento anormal. O tratamento é feito com antibióticos e pode incluir o parceiro.   8. Lesões pré-cancerosas e câncer de colo do útero O câncer de colo do útero, também conhecido por câncer cervical, é uma doença de evolução lenta que acomete, sobretudo, mulheres acima dos 25 anos. O principal agente da enfermidade é o papilomavírus humano (HPV), que pode infectar também os homens e estar associado ao surgimento de outros tipos de câncer, como o câncer de pênis ede garganta. Muitas vezes, o câncer de colo do útero não apresenta sintomas até começar a se espalhar. É por isso que exames regulares ( exames de papanicolau ) são tão importantes. Eles podem detectar o câncer de colo do útero em estágios iniciais, quando ele é altamente tratável. Os sintomas iniciais incluem corrimento aquoso ou sanguinolento, sangramento após a relação sexual ou entre as menstruações, dor durante o sexo, entre outros. Para preveni-lo, é fundamental vacinar-se contra o HPV e fazer exames ginecológicos, como o papanicolau e o exame de detecção de DNA-HPV, regularmente. Vejja também: 6 sintomas de câncer ginecológico que as mulheres não devem ignorar   9. Microfissuras e traumas na vagina ou no colo do útero Traumas provocados por relações sexuais mais  fisicamente intensas, falta de lubrificação ou uso incorreto de brinquedos sexuais podem casuar sangramentos. Em geral, as microfissuras não precisam de tratamento. No entanto, lacerações mais profundas podem precisar de sutura. É muito importante reforçar que qualquer ato sexual deve incluir consentimento e deve ser agradável a todos os participantes. Em caso de dor ou incômodo, a prática deve ser interrompida para evitar lesões.   10. Vulvite e vaginite A vulvite é uma inflamação da vulva, enquanto a vaginite corresponde à inflamação da vagina. As causas mais comuns de ambas incluem ISTs, irritação por produtos químicos, vaginose bacteriana e candidíase. Quando a vulva ou vagina estão inflamadas, os tecidos ficam mais sensíveis e podem sangrar durante o ato sexual. É muito importante identiifcar e tratar a causa da vulvite e da vaginite.   11. Atrofia vaginal A síndrome geniturinária da menopausa é causada pela queda dos níveis do estrogênio, comum no climatério e na menopausa. Em geral, causa ressecamento na vulva e na vagina e atrofia do tecido vaginal, dor ou sangramento durante a relação sexual, ardor, coceira e sintomas urinários, como infecção e incontinência urinária. O uso de hidratantes e lubrificantes vaginais costuma ajudar a reduzir o incômodo. Quando os sintomas são mais intensos, pode ser recomendada a reposição de estrogênio.   Quando procurar um médico Nem todo sangramento vaginal pós-coito indica uma condição de saúde que deva ser tratada, principalmente se ele ocorrer apenas uma vez. Entretanto, todo sangramento anormal deve ser investigado. Se o sangramento ocorrer com mais frequência ou em intensidade moderada a intensa, principalmente se vier acompanhado de outros sintomas, como corrimento vaginal anormal, outros sangramentos irregulares, dor durante a relação sexual, é necessário investigação médica.   Dicas preventivas Algumas dicas podem ajudar a reduzir o risco de sangramento pós-coito: realize exames ginecológicos periodicamente; trate condições crônicas que possam provocar sangramento; reveja o uso de medicações que possam causar sangramento pós-coito; use lubrificante; evite produtos com perfume na região íntima; use preservativo em todas as relações, para reduzir o risco de ISTs converse sempre com seu parceiro ou parceira. Se alguma prática sexual está causando dor ou incômodo, explique a situação e procure fazer ajustes.    The post 11 causas de sangramento vaginal após o sexo first appeared on Portal Drauzio Varella.

Este artigo tem como fonte DRAUZIO VARELLA UOL

FONTE: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher/11-causas-de-sangramento-vaginal-apos-a-relacao-sexual/