Primeiros sinais da incontinência urinária

Qualquer perda de urina, especialmente ao tossir, espirrar ou fazer esforço, deve ser investigada. Conheça os sintomas iniciais da incontinência urinária.

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As pequenas perdas de urina que começam aos 40 anos podem evoluir para um quadro de incontinência urinária no futuro. Ainda assim, em média, as mulheres convivem com os sintomas de incontinência urinária de 1 ano e meio a 2 anos antes de procurar ajuda. Sessenta e dois por cento delas nunca falaram com algum profissional de saúde sobre a perda de urina e 87% nunca realizaram o tratamento adequado para a condição. Esses são os resultados de uma pesquisa da Ipsos com 1500 mulheres brasileiras com 40 anos ou mais, das quais 845 possuem quadros de incontinência urinária. O estudo foi apresentado no lançamento da campanha Escape do Tabu, da farmacêutica Apsen. As causas da demora têm a ver com vergonha, preconceito e desconhecimento. Muitas acreditam que a perda de urina faz parte do envelhecimento. Outras nunca foram perguntadas sobre o assunto por um profissional da saúde. E há ainda aquelas que têm dificuldade de falar sobre o problema, inclusive com especialistas.   Como a incontinência urinária começa? Existem diferentes tipos de incontinência urinária. A mais comum é a incontinência urinária de esforço, que ocorre devido à fraqueza da musculatura do assoalho pélvico. Normalmente, ela começa na mulher mais jovem, a partir dos 40 anos, e se inicia com uma perda mínima. Há também a incontinência urinária de urgência, caracterizada por uma vontade súbita de ir ao banheiro.  “Por volta dos trinta e poucos anos, de acordo com fatores como gestação, via de parto, atividade física e obesidade, começamos a perder um pouco de urina. Normalmente, isso ocorre ao tossir, espirrar ou quando se aumenta muito a pressão intra-abdominal, gerando um pequeno escape, uma gotinha de urina. Após dois anos, se você não fizer nada, essa fraqueza da pelve começa a aumentar e os escapes acabam ficando mais frequentes. Quando entramos no climatério e na menopausa, devido à baixa hormonal, você começa a ter urgência. Isso é muito associado ao ganho de peso e à piora da fraqueza muscular, levando à incontinência urinária mista, que começa a ficar muito desconfortável”, explica Rebeka Cavalcanti, coordenadora do Departamento de Uro Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia Seccional do Rio de Janeiro (SBU-RJ).   O convívio com a incontinência urinária Enquanto a perda é rápida e pontual, muitas mulheres ignoram os sintomas. Quando ela se torna mais frequente, 52% das entrevistadas disseram mudar os seus hábitos por medo do escape. Elas começam a usar protetores diários ou absorventes (33%), passam a escolher os lugares que frequentam com base na proximidade de banheiros (11%), mudam a forma de se vestir para esconder possíveis escapes (8%), param de praticar ou reduzem a intensidade de exercícios físicos (8%) e até deixam de sair de casa (5%).  Como consequência, relatam maior dificuldade para dormir, aumento do estresse e da ansiedade, problemas na vida sexual e afetiva e queda no rendimento no trabalho.    Quando procurar tratamento? “A mulher já deveria procurar ajuda quando há a perda mínima de urina, pois a forma menos invasiva de tratamento é a fisioterapia pélvica, que promove a conscientização e o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Ao notar essa perda mínima, ela já deve procurar auxílio, para evitar que isso evolua. Não é preciso esperar ter um problema; é possível se precaver”, afirma a urologista. Deixar de beber água para evitar ir ao banheiro, por exemplo, não é uma forma de tratamento e pode levar a um quadro de desidratação. O uso de protetor diário ou absorvente também não, já que abafa a região íntima e pode predispor a outras infecções ginecológicas. Além disso, ao adotar o comportamento de nunca deixar a bexiga encher por completo, o cérebro modifica o entendimento de quando é a hora de ir ao banheiro. A fisioterapia pélvica ajuda a reeducar a sensibilidade vesical, evitando que a paciente vá muitas vezes ao banheiro pelo medo de perder urina. “Sempre tentamos do menos invasivo para o mais invasivo. E o que é o menos invasivo? São as orientações comportamentais, a compreensão dos fatores predisponentes, o desenvolvimento da consciência da musculatura do assoalho pélvico e o aprendizado, por meio da fisioterapia, de como e quando contrair e relaxar adequadamente”, detalha Cavalcanti. A fisioterapia pélvica, inclusive, é indicada para mulheres mais jovens. Praticantes de crossfit, jump, spinning e outras modalidades de alto impacto podem se beneficiar do tratamento como uma forma de prevenir o problema. Veja também: Como lidar com a incontinência urinária pós-partoThe post Primeiros sinais da incontinência urinária first appeared on Portal Drauzio Varella.

Este artigo tem como fonte DRAUZIO VARELLA UOL

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