Da informatização de consultórios à IA: a trajetória da Centralx e do HiDoctor
Centralx combina experiência e paixão para inovar continuamente no desenvolvimento do HiDoctor, seu sistema médico completo.
Entre no nosso Grupo Whatsapp — Receba as principais notícias do diaParticipar Home Quem somos Cadastre-se Anuncie Redação Contato X PARCERIA DE CONTEÚDO Conteúdo exclusivo de empresas parceiras do Portal Medicina S/A. Marcas que transformam e inovam o mercado da saúde. HiDoctor® Da informatização de consultórios à inteligência artificial: a trajetória da Centralx e do HiDoctor Há décadas na vanguarda da tecnologia para a gestão de consultórios e clínicas, a Centralx combina experiência e paixão para inovar continuamente no desenvolvimento do HiDoctor, seu sistema médico completo. Quando a Centralx foi criada, em janeiro de 1987, o computador pessoal ainda começava a ocupar espaço nas empresas brasileiras. Em Minas Gerais, um grupo de professores ligados à área de tecnologia iniciou a empresa prestando serviços educacionais à Universidade Federal de Juiz de Fora e ensinando programação em máquinas como Apple II e IBM PC. Aquela iniciativa acadêmica daria origem a uma empresa que, quase quatro décadas depois, continua dedicada ao desenvolvimento de tecnologia para a prática médica. A trajetória da Centralx acompanha a própria evolução da tecnologia aplicada à medicina: dos primeiros computadores pessoais ao prontuário eletrônico, da instalação local à sincronização pela internet, dos aplicativos móveis à inteligência artificial integrada ao registro clínico.Nos primeiros anos, a Centralx desenvolveu programas sob encomenda para diferentes setores e trabalhou com aplicações para geração de gráficos e análise de dados em núcleos de pesquisa em eletrônica. Em 1989, passou a se dedicar exclusivamente ao desenvolvimento de software.A empresa também operou uma das primeiras BBS (Bulletin Board System) brasileiras, a LogicBBS, ambiente que antecipava, ainda de forma embrionária, o que anos depois se tornaria comum com a internet: computadores conectados e troca remota de informações.Foi em 1993 que surgiu a demanda que definiria seu foco de atuação: organizar digitalmente as informações e a rotina de um consultório médico.Um sistema desenhado a partir da rotina do consultórioOs softwares disponíveis para médicos naquele período exigiam que o profissional se adaptasse a estruturas que nem sempre correspondiam à forma como registrava uma consulta. A proposta da Centralx foi desenvolver um sistema flexível, que permitisse registrar anamneses, evoluções e outras informações clínicas sem impor uma estrutura rígida ao atendimento. A ideia era simples e promissora: dar ao médico um “papel eletrônico”.A primeira versão para Windows foi testada e aprovada por seis médicos em seis consultórios de Minas Gerais. O projeto deu origem ao HiDoctor.Depois dos testes iniciais, o software passou a ser comercializado em lojas de informática. A distribuição começou em Belo Horizonte, avançou para Rio de Janeiro e São Paulo e, em 1995, o HiDoctor já chegava a todos os estados brasileiros.Ainda neste início, a Centralx definiu uma diretriz que mantém até hoje no desenvolvimento do produto: a tecnologia deve se adaptar à prática do médico e ampliar sua autonomia, reduzindo burocracias e preservando seu controle sobre os dados clínicos.A aposta na internet antes da popularização da nuvemO principal marco tecnológico da Centralx viria em 2001, com o lançamento do HiDoctor NET.Dois fatores principais colocaram o sistema na liderança absoluta em tecnologia: uma interface web, que permitia operar todas as funções do sistema pela internet; e o Medsync, tecnologia exclusiva para realizar a sincronização entre os dados do sistema local e o sistema na internet. Isso permitiu aos médicos manter diferentes computadores atualizados com as mesmas informações e possibilitou acesso remoto seguro aos dados dos pacientes.É importante ressaltar que até hoje esta tecnologia permanece sem equivalente direto no mercado e nenhuma outra empresa desenvolveu solução semelhante. Sua grande vantagem para os usuários é poder utilizar a internet com facilidade, sem perder a governança sobre os dados nem comprometer a disponibilidade caso a internet falhe.Na época em que o HiDoctor NET foi lançado, a expressão “computação em nuvem” ainda não era comum e as pessoas não tinham noção da utilidade que a internet poderia ter no mercado de software. A possibilidade de manter dados médicos sincronizados pela internet foi uma visão que a Centralx teve anos à frente inclusive de grandes players do mercado.[1][2]Ao longo dos anos seguintes, o HiDoctor ganhou novas formas de acesso à medida que evoluíam os próprios dispositivos e tecnologias disponíveis. Houve versões para dispositivos móveis, dos Palms e outros computadores de mão aos smartphones e tablets, além da evolução contínua das interfaces web.O MedSync permaneceu como a tecnologia responsável por manter os dados atualizados entre esses diferentes ambientes, sustentando a proposta atual do HiDoctor: um sistema médico híbrido, capaz de funcionar tanto instalado localmente, com acesso offline, quanto por interfaces online, com dados sincronizados entre computador, celular, tablet e nuvem.Essa arquitetura híbrida preserva uma característica que se tornou menos comum à medida que o mercado migrou para aplicações exclusivamente web: o médico pode continuar acessando as informações necessárias ao atendimento mesmo quando a conexão com a internet não está disponível.Na prática, a proposta busca responder a uma pergunta crítica para clínicas e consultórios: o que acontece quando a internet falha?Manter a disponibilidade dos dados 24×7 por mais de uma via é fundamental para ambientes médicos. Não raro, clínicas e consultórios que não têm os dados acessíveis localmente ficam totalmente fora do ar quando a internet falha.Enquanto em sistemas exclusivamente online o acesso ao prontuário depende da conexão e da disponibilidade da infraestrutura do fornecedor, no modelo híbrido adotado pelo HiDoctor o médico pode manter os dados disponíveis localmente e sincronizá-los com a nuvem, reduzindo o risco de interrupção do atendimento por instabilidades externas.Para a Centralx, essa arquitetura vai além de uma escolha técnica. Ela está ligada à ideia de autonomia médica: o profissional não deve depender de um único dispositivo, de uma única conexão ou de um único ambiente para acessar informações essenciais da sua rotina.De prontuário a ecossistema médico integradoAo longo dos anos, o HiDoctor deixou de ser apenas um software para organizar prontuários e agendas. Tornou-se uma plataforma operacional para consultórios e clínicas, reunindo recursos clínicos, administrativos e de relacionamento com pacientes.Prontuário e agenda continuam no centro do sistema, mas passaram a se relacionar com soluções complementares, como: telemedicina; o HiDoctor GS, voltado à gestão financeira e operacional; e o MedBook, que reúne recursos para a relação digital entre médico e paciente.Para além do HiDoctor, a Centralx mantém ainda projetos direcionados à informação e aos serviços de saúde na internet, entre eles o CatalogoMed, para busca de profissionais da saúde e agendamento online; o BulasMed, dedicado a informações sobre medicamentos; e o News.med.br, voltado à publicação de notícias e pesquisas científicas da área médica.Mais do que ampliar a quantidade de funções disponíveis, a estratégia da empresa tem sido fazer com que diferentes etapas da rotina aproveitem informações já registradas no sistema. Agenda, cadastro, atendimento, prontuário e gestão deixam, assim, de funcionar como processos completamente separados para compor uma plataforma integrada.Inteligência artificial chega ao sistema médicoNos últimos anos, a inteligência artificial passou a ser incorporada ao HiDoctor como apoio à rotina clínica, tanto na documentação da consulta quanto no uso das informações já registradas no sistema.Entre os recursos disponíveis está o HiDoctor LIVE, voltado à transcrição da consulta e à organização das informações clínicas para auxiliar na documentação do atendimento, inclusive em estrutura SOAP. E também o HiDoctor Neo, um chatbot que analisa informações clínicas selecionadas pelo próprio médico, oferecendo assistência contextualizada para tarefas como resumir consultas anteriores, recuperar informações sobre medicamentos, alergias ou exames registrados, realizar cálculos e responder a perguntas relacionadas ao histórico disponível.Essa integração foi desenvolvida de forma a preservar o controle do profissional sobre as informações utilizadas. A IA não recebe acesso irrestrito ao prontuário: é o médico quem determina quais dados serão enviados em cada interação. Depois do processamento, essas informações não permanecem armazenadas pela inteligência artificial.Dessa forma, a IA atua como um recurso adicional do sistema, apoiando tanto o registro do atendimento quanto a consulta e organização de informações clínicas, sem substituir a avaliação do médico nem transferir para a tecnologia o controle sobre os dados.Linha do tempo | Centralx e HiDoctor_____________1987 → Fundação da Centralx, em Minas Gerais (MG)1993 → Desenvolvimento do projeto que daria origem ao HiDoctor1995 → HiDoctor passa a ser distribuído em todos os estados brasileiros2001 → Lançamento do HiDoctor NET, com sincronização de dados médicos pela internet2013 → Agendamento online integrado ao HiDoctor a partir do CatalogoMed2014 → Lançamento do app HiDoctor Mobile para acesso offline aos dados em celulares e tablets2020 → Integração de recursos de assinatura digital e telemedicina2022 → Lançamento de uma nova interface web otimizada, o HiDoctor Cloud2023 → Integração de ferramentas de marketing médico ao HiDoctor2025 → Lançamento do HiDoctor LIVE, integrando IA ao prontuárioHoje → +75 mil usuários ativos e 39 anos de atuação da Centralx em tecnologia_____________O que orientou as decisões de produto | Entrevista com Marcos Moreira, diretor executivo da Centralx.O HiDoctor surgiu de uma encomenda para um consultório em 1993. Em que momento ficou claro que aquele projeto poderia se transformar no principal produto da Centralx?Desde o início tínhamos a ideia, ao verificar os exemplos de como a indústria de software vinha se desenvolvendo, de fazer um sistema que pudesse ser licenciado para muitos usuários. Levava-se em consideração que antes existia um esquema funcional muito caro para a produção de software sob medida, e que para o médico e para a empresa seria uma vantagem extraordinária ter vários médicos financiando um único produto para que todos pudessem se beneficiar.A partir do momento em que houve a primeira encomenda e outros colegas foram avaliando o software e pedindo para usar também, chegando a esse número inicial de seis, antes de começarmos a fazer a venda do produto embalado, essa simples multiplicação de pedidos nos mostrou a possibilidade de venda em larga escala.Além disso, já surgiam as lojas de software. O grande diferencial é que a Centralx compreendeu com propriedade que fazer a venda nas lojas de software, onde estavam os entusiastas, era muito mais estratégico do que a abordagem da maioria dos concorrentes. A maioria tentou vender de porta em porta, concorrendo com os representantes de laboratório pelo tempo do médico. Nós não fizemos isso, queríamos achar o médico entusiasta, o médico de ponta, aquele que estava na loja de informática procurando sistemas para o seu consultório. Esse profissional era o formador de opinião de que precisávamos, e o modelo funcionou exatamente assim para reproduzir para outros colegas a mesma lógica de informatização.Em 2001, o HiDoctor NET foi lançado. Que problema vocês estavam tentando resolver naquele momento com a sincronização de dados?Abraçamos a internet desde o início, acompanhamos a chegada dos primeiros equipamentos como os Palms e as primeiras possibilidades de acessar a rede com aparelhos móveis. Logo vimos o potencial disso para os médicos terem os dados à mão em qualquer lugar, algo que era inédito. Os arquivos médicos eram armários cheios de papel, impossíveis de serem transportados. De repente, havia a internet e a organização de tudo em computadores, com a possibilidade de transmissão dos dados.O único problema é que a internet falha, e isso é verdade até hoje. Foi exatamente isso que resolvemos com a sincronia de dados. Jamais pensamos em um sistema exclusivamente na internet. Embora um modelo 100% online se aplique a um número restrito de profissionais, ele carrega o risco de que, se faltar conexão em qualquer um dos elos necessários, o médico não trabalha. Isso ocorre com menos frequência hoje em dia, mas quando acontece com o consultório ou a clínica cheia, é um descalabro.Tivemos há alguns anos, em São Paulo, um problema de enchente em que nossas clínicas rapidamente estavam restabelecidas e com o sistema funcionando. A internet parou em um bairro inteiro e ficou uma semana inoperante, mas as empresas ainda tinham os computadores operando normalmente e o HiDoctor permitiu o atendimento contínuo.Falando em autonomia do médico como um princípio de desenvolvimento, quais decisões concretas no HiDoctor foram tomadas para garantir esse controle?Principalmente a decisão de o médico manter as informações em um banco de dados próprio, administrado por ele. Isso é determinante em várias situações, não apenas na falta de internet, mas também quando o médico leva um dispositivo móvel para um local remoto e tem os dados criptografados em um banco de dados local em suas mãos.Tudo o que pudemos desenvolver neste tempo todo, não só na questão da mobilidade, mas também na configuração e personalização do software, foi direcionado para ampliar a capacidade do profissional de controlar o sistema.É importante ressaltar que a missão crítica do software médico, a necessidade de estar disponível a todo o tempo, pode impactar diretamente a qualidade do serviço de saúde prestado ao paciente. Isso já é alvo há muito tempo de diversas pesquisas, artigos e estudos de caso, os quais sugiro inclusive que sejam anexados a este relato.[3][4][5] Com a chegada da inteligência artificial e de ferramentas como o HiDoctor LIVE e o HiDoctor Neo, como você prevê que o papel do médico deva mudar nos próximos anos?É muito empolgante participar deste momento da evolução tecnológica, quando o conhecimento está organizado e à disposição através de algoritmos. Não há mais limitação em relação ao acesso à informação. Passa a ser uma questão de saber fazer as perguntas corretas e realizar a curadoria das respostas.Do ponto de vista do médico profissional competente, isso é fundamental, pois é o médico quem vai humanizar o uso da inteligência artificial para os pacientes. Ele atua como o intermediário que filtra o que não convém, o que está incorreto ou o que precisa ser explicado de outra forma. É o médico quem fará as perguntas à ferramenta para obter as respostas que importam para a melhor condução do tratamento.O essencial para compreendermos é que a primazia é humana e a inteligência artificial existe para nos servir. Além disso, há a centralidade do relacionamento médico e paciente. O paciente busca um ser humano. O encontro clínico se dá quando o médico tem consciência de que à sua frente está um ser humano como ele, e o paciente vê no profissional alguém empenhado em apoiá-lo para o seu restabelecimento ou manutenção da saúde. Esse papel é inalienável. As máquinas não chegarão perto de substituir essa dinâmica, por mais que existam perfis e tipos de atendimento diferentes na medicina, que variam desde problemas graves de saúde até procedimentos estéticos.Do primeiro HiDoctor até as ferramentas atuais de inteligência artificial, o que permanece igual na forma como a Centralx desenvolve software para médicos?O interesse em manter o sistema na sua melhor forma possível, fazendo o uso mais adequado da tecnologia no sentido de entregar o máximo para o médico, sempre dentro de rígidos padrões de qualidade, usabilidade e segurança. É este fator que faz com que os usuários do HiDoctor estejam sempre à frente, recebendo o melhor da tecnologia há mais de três décadas. Nesse período, várias empresas de software passaram pelo mercado e a Centralx é a única que, de maneira firme, conseguiu manter sua presença e evolução contínua.A Centralx se prepara para 2027 com uma estrutura de produto bastante diferente daquela testada em seis consultórios de Minas Gerais na década de 1990. O HiDoctor passou a atender também atividades administrativas, ganhou sincronização pela internet, versões para diferentes dispositivos e recursos de inteligência artificial.Alguns critérios, porém, permaneceram presentes nas decisões de desenvolvimento da empresa: evitar que o acesso às informações essenciais dependa de uma única condição técnica, permitir que o médico mantenha controle sobre os dados clínicos e reduzir o trabalho necessário para registrar e recuperar informações durante o atendimento.Depois de mais de 30 anos de história, o HiDoctor segue evoluindo para acompanhar as próximas mudanças na prática médica. Conheça e experimente gratuitamente!____________Referências:1. Compaq Computer Brasil. Compaq News. n. 18, abr./jun. 2002. “HiDoctor NET, em parceria com Centralx e AMR”, p. 29.2. Centralx. InCor e Sony Ericsson entre os parceiros de P&D da Centralx, n. 21, ano VI, 2002.3. Larsen E, Fong A, Wernz C, et al. Implications of electronic health record downtime: an analysis of patient safety event reports. Journal of the American Medical Informatics Association. 2018;25(2):187–191.4. Wernz C. Evidence-Based Contingency Planning for Electronic Health Record Downtime – Final Report. Rockville, MD: Agency for Healthcare Research and Quality; 2018.5. Fang Q, Liang J, Xiang P, et al. Electronic Health Record Downtime Events of a Hospital: A Retrospective Analysis from Adverse Event Reports. Applied Clinical Informatics. 2025;16(5):1419–1429. www.hidoctor.com.br The post Da informatização de consultórios à IA: a trajetória da Centralx e do HiDoctor appeared first on Medicina S/A.
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