Não pode dormir após bater a cabeça: mito ou verdade? 

As primeiras horas após uma pancada na cabeça são decisivas para identificar complicações. Entenda por que não se deve dormir logo após o trauma.

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Você já bateu a cabeça e ouviu que não deveria dormir nas horas seguintes? Essa recomendação é real e não tem a ver com o sono, mas com os sinais de alerta que o corpo pode dar.  A criança, o idoso ou até mesmo o adulto que sofreu um trauma na região da cabeça não deve dormir entre as próximas 6 a 12 horas após o acidente, justamente para ficar em observação. Ao apresentar um sintoma indicativo de que aquele trauma foi mais grave do que se pensava, a dica é procurar o pronto-socorro imediatamente.  O que o sono tem a ver com a batida de cabeça? “Não é que quem sofreu o trauma vá ter um prejuízo ou uma piora de qualquer sintoma por causa do sono. Na verdade, a ideia da pessoa não poder dormir é para que possamos deixá-la em observação para identificar qualquer sinal de alarme. Quando temos um traumatismo cranioencefálico (TCE), há o receio de que ocorra um sangramento intracraniano ou um edema, que é um inchaço intracraniano, e isso cause um transtorno”, explica Ana Carolina Gomes, vice-coordenadora do Departamento de Traumatismo Cranioencefálico da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Entre os sinais de alarme, estão: ficar mais sonolento que o normal; apresentar alterações na fala; apresentar alterações no comportamento (ficar mais agitado, agressivo ou lento); apresentar alterações de força e sensibilidade; ter crises convulsivas. Em casos de traumatismo craniano grave, essas manifestações podem acontecer imediatamente, associadas a perda de consciência, vômitos e náuseas. Mas também é possível que elas só apareçam depois de 24 a 48 horas. “É para isso que pedimos para o paciente, o familiar ou o acompanhante ficarem mais de olho nesse período. Obviamente, não dizemos para a pessoa não dormir por 48 horas, mas, principalmente nas primeiras 6 a 12 horas, pedimos para ficar mais alerta, se for possível”, indica Gomes. Quem tem mais risco? Pacientes com risco mais elevado de apresentar gravidade são as crianças, os idosos, pessoas com doenças neurológicas prévias e indivíduos que usam medicamentos anticoagulantes. Nesses casos, os médicos podem optar por manter uma observação intra-hospitalar. A dica, além de observar os sinais de alarme, é levar em consideração todo tipo de comportamento que fuja do habitual do paciente e buscar ajuda médica o quanto antes. “Na dúvida, sempre deve-se procurar o pronto-socorro. Se houver qualquer sintoma, mesmo que leve, como uma dor de cabeça e todos esses que já mencionei, é importante que seja avaliado. Isso não quer dizer que você vai ficar internado e que necessariamente faremos uma tomografia ou uma ressonância, mas é importante passar pela avaliação médica”, destaca a especialista. Uma pancada na cabeça pode provocar desde traumas leves, como o surgimento de um “galo” (hematoma) ou uma concussão cerebral, até lesões graves com sangramentos internos, edema no cérebro ou fraturas no crânio.  Veja também: Quedas em idosos: um problema grave, mas evitávelThe post Não pode dormir após bater a cabeça: mito ou verdade?  first appeared on Portal Drauzio Varella.

Este artigo tem como fonte DRAUZIO VARELLA UOL

FONTE: https://drauziovarella.uol.com.br/neurologia/nao-pode-dormir-apos-bater-a-cabeca-mito-ou-verdade/
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