Bursite de olécrano: o que pode causar o inchaço atrás do cotovelo

Dr. Milton Cesar de Souza explica as principais causas, sinais de alerta e quando o tratamento cirúrgico pode ser necessário.

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Aquele “caroço” que surge atrás do cotovelo, principalmente após apoiar o braço por muito tempo, pode ser sinal de bursite de olécrano.

A bursa é uma pequena bolsa localizada entre a pele e o osso que ajuda a diminuir o atrito durante os movimentos. Quando essa estrutura sofre irritação ou inflamação, pode ocorrer acúmulo de líquido, provocando um aumento de volume bastante perceptível na região.

O que pode causar a bursite de olécrano?

Diversas situações podem favorecer o desenvolvimento da inflamação, entre elas:

Apoio repetitivo do cotovelo em superfícies duras;

Traumas e pancadas;

Esportes ou atividades com impacto repetitivo;

Gota ou artrite gotosa;

Doenças reumatológicas, como artrite reumatoide, lúpus e artrite psoriásica;

Infecções.

A condição é mais comum em adultos, especialmente entre os 30 e 60 anos, e pode ocorrer com maior frequência em pessoas que trabalham ou realizam atividades que exigem apoio constante dos cotovelos.

Atenção aos sinais de infecção

Um cotovelo muito vermelho, quente, doloroso, com presença de secreção ou acompanhado de febre pode indicar uma bursite infecciosa.

Nessas situações, a avaliação médica deve ser realizada rapidamente para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado.

Como é feito o tratamento?

Na maioria dos casos, a bursite de olécrano pode ser tratada sem cirurgia. Algumas das medidas utilizadas incluem:

Evitar apoiar o cotovelo;

Aplicar gelo e proteger a região;

Utilizar medicamentos para controle da dor e da inflamação, quando indicados;

Tratar possíveis doenças associadas à bursite.

Em algumas situações, pode ser necessária a aspiração do líquido acumulado, tanto para aliviar o inchaço quanto para auxiliar na investigação de uma possível infecção.

Quando a cirurgia pode ser necessária?

A cirurgia para retirada da bursa, chamada bursectomia, costuma ser reservada principalmente para casos crônicos ou que não apresentam melhora com o tratamento conservador.

Ela também pode ser considerada quando existem recorrências frequentes, infecção persistente, fístula ou drenagem contínua, aumento importante de volume ou outras complicações.

Apesar de geralmente apresentar bons resultados, a cirurgia também pode envolver riscos, como infecção, dificuldade de cicatrização e recorrência da bursite.

Nem todo “caroço” no cotovelo é bursite

O aumento de volume na região do cotovelo pode ter diferentes causas. Por isso, quando o inchaço persiste, aumenta de tamanho ou passa a apresentar vermelhidão e dor, é importante procurar avaliação especializada.

O diagnóstico correto permite identificar a causa do problema e definir o tratamento mais adequado, além de ajudar a prevenir possíveis complicações.