Retatrutida supera Ozempic na perda de peso e no controle da glicemia em novo estudo

Nova caneta emagrecedora experimental avança em testes e pode chegar ao mercado já no ano que vem

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Um novo estudo comparou a retatrutida, nova aposta da Eli Lilly (mesma fabricante do Mounjaro) e o Ozempic, remédio que consagrou a semaglutida. E os dados divulgados pela farmacêutica nesta quarta-feira, 28, mostram que a molécula ainda em fase de testes pode apresentar resultados superiores em perda de peso e controle da glicose. Confira os principais achados. Resultados do estudo Intitulado TRANSCEND-T2D-2, o estudo de fase 3 acompanhou 1.298 adultos com diabetes tipo 2 que não havia sido controlada por metformina. Por sorteio, eles foram divididos em grupos que receberam retatrutida de 9 ou 12 miligramas, ou Ozempic na dosagem de 2 miligramas. Era um estudo aberto, ou seja, tanto médicos quanto pacientes sabiam qual remédio estava sendo aplicado. Ao final de 80 semanas de acompanhamento, os principais achados foram os seguintes: Usuários de retatrutida perderam uma média entre 19,5% a 20,9% do peso corporal, a depender da dose, enquanto quem usou Ozempic perdeu cerca de 9,4% do peso; Considerando os quilos, a média acima representou uma perda entre 20 a 21,5 kg para os usuários de retatrutida, contra 9,5 kg para aqueles que fizeram tratamento com semaglutida; Em média, a hemoglobina glicada caiu 2,2 pontos percentuais para quem usou qualquer dose de retatrutida, contra 1,8 ponto no caso do Ozempic. Continua após a publicidade A expressiva perda de peso, mais que o dobro da semaglutida, é animadora porque indivíduos com diabetes tipo 2 costumam ter uma menor resposta na balança do que pessoas sem a doença, mesmo usando canetas emagrecedoras. Ainda restam, no entanto, alguns pontos de atenção, como uma maior taxa de abandono do tratamento em função dos efeitos colaterais – que incluem diarreia, náuseas, vômitos e alterações de sensibilidade na pele, entre outros – mais intensos do que no Ozempic. Enquanto 2,7% dos pacientes interromperam o tratamento com semaglutida, a taxa chegou a até 7,9% com retatrutida. Continua após a publicidade Por que a retatrutida é tão poderosa? O grande diferencial da retatrutida é ser um triplo agonista, representando um novo avanço no mercado das canetas emagrecedoras. Enquanto o Ozempic faz parte de uma primeira geração, relacionado apenas a receptores de GLP-1, medicamentos mais novos, como o Mounjaro (tirzepatida), também ativavam o receptor do hormônio GIP. A retatrutida faz tudo isso e ainda adiciona um terceiro elemento: ela é capaz de ativar também o receptor de glucagon, algo que poderia aumentar o gasto energético e a queima de gordura. Há estudos em andamento buscando comparar a retatrutida com o Mounjaro, como já foi feito com os resultados recém-publicados em relação ao Ozempic. Em análises indiretas, a nova molécula da Eli Lilly já demonstrou potencial de trazer resultados superiores à tirzepatida. Continua após a publicidade Quando o novo medicamento chega ao mercado? Apesar do grande interesse despertado pela retatrutida, esse fármaco ainda não está aprovado para venda em nenhum país do mundo. Os testes atuais buscam, justamente, demonstrar sua segurança e eficácia frente às alternativas hoje disponíveis no mercado. São esses resultados que vão embasar a análise de agências regulatórias, como a FDA norte-americana e a Anvisa brasileira. Não há uma data confirmada para que os próximos passos avancem, mas a fabricante tem expectativa de mandar seu pedido para aval da FDA no primeiro trimestre de 2027. Caso esse processo seja feito de forma prioritária e tudo ocorra como previsto, a liberação poderia ocorrer cerca de 6 meses depois, ainda no ano que vem. Até que essa aprovação seja concedida, todos os produtos vendidos como retatrutida são considerados irregulares – e com alta chance de serem falsificações que, na verdade, não contêm essa substância. Publicidade

As notícias oriundas assim como as imagens tem como fonte de referência: https://saude.abril.com.br/ultimas-noticias

FONTE: https://saude.abril.com.br/medicina/retatrutida-supera-ozempic-na-perda-de-peso-e-no-controle-da-glicemia-em-novo-estudo/