O câncer colorretal é um dos tumores mais frequentes e letais no Brasil. Apesar dos avanços no diagnóstico precoce, muitas pessoas ainda desconhecem a existência do teste imunológico fecal (FIT – Fecal Immunochemical Test), um exame simples que identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes, possibilitando a investigação precoce da doença.
Uma pesquisa realizada pelo A.C. Camargo Cancer Center, em parceria com a Nexus, ouviu dois mil brasileiros e revelou que, embora a maioria reconheça a gravidade do câncer de intestino, poucos procuram atendimento médico ao perceber sinais de alerta.
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2023 e 2026 foram registrados mais de 120 mil casos de neoplasias de cólon, reto, junção retossigmoide e ânus no país.
Além disso, a incidência da doença aumenta significativamente a partir dos 45 anos, tornando o rastreamento uma importante estratégia para reduzir a mortalidade.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que, entre 2026 e 2028, o Brasil deverá registrar aproximadamente 53.810 novos casos anuais de câncer colorretal.
O FIT (Fecal Immunochemical Test) é um exame que pesquisa sangue oculto nas fezes por meio de anticorpos específicos capazes de identificar sangue humano.
Diferentemente dos testes antigos para pesquisa de sangue oculto, o FIT apresenta maior especificidade e reduz a ocorrência de resultados falso-positivos relacionados à alimentação.
O exame auxilia na identificação precoce de:
O procedimento é simples e pode ser feito em casa.
O paciente recebe um kit contendo um tubo coletor e uma haste para retirar uma pequena amostra das fezes. Após a coleta, o material é encaminhado ao laboratório para análise.
Por ser um exame não invasivo, o FIT apresenta boa aceitação pelos pacientes e facilita programas de rastreamento populacional.
Em maio de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporou o teste imunológico fecal como estratégia para ampliar o rastreamento do câncer colorretal.
A expectativa é ampliar o acesso ao exame para mais de 40 milhões de brasileiros, fortalecendo a prevenção e permitindo o diagnóstico em fases iniciais da doença.
Estudos apontam que o FIT apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar alterações sugestivas de sangramento intestinal.
Entre os benefícios do teste estão:
Nas fases iniciais, o câncer colorretal pode não provocar sintomas.
Quando presentes, os sinais mais comuns incluem:
A presença desses sintomas não confirma o diagnóstico da doença, mas deve motivar avaliação médica.
Grande parte dos casos pode ser evitada com hábitos saudáveis.
Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e fibras auxilia o funcionamento intestinal e está associada à redução do risco de câncer colorretal.
Também é recomendado reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e carnes processadas, como:
A prática de pelo menos 30 minutos diários de atividade física moderada contribui para diminuir o risco de diversos tipos de câncer, incluindo o colorretal.
O excesso de gordura corporal está relacionado à inflamação crônica, alterações hormonais e resistência à insulina, fatores que aumentam o risco para diversos tipos de câncer.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe quantidade segura para o consumo de bebidas alcoólicas quando o assunto é prevenção do câncer.
O tabagismo também aumenta significativamente o risco de desenvolvimento do câncer colorretal e de diversas outras doenças.
Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, idade acima de 45 anos ou sintomas persistentes devem procurar avaliação médica para definir a necessidade do rastreamento.
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento bem-sucedido e pode evitar a progressão da doença.