Você bebeu água hoje? Hábito evita a desidratação, mas também cuida da saúde do coração

Além de causar sede, a desidratação também pode acelerar os batimentos e sobrecarregar o coração. Saiba como prevenir.

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Beber água serve para matar a sede, evitar a desidratação e auxiliar no funcionamento dos rins. Mas o que muitas pessoas não sabem é que esse hábito também protege o coração. Segundo Brodie Marthaler, cardiologista do Sistema de Saúde da Mayo Clinic em Eau Claire, nos Estados Unidos, a desidratação pode sobrecarregar o coração e o sistema cardiovascular. “Pense no coração como um mecanismo de bombeamento. Para funcionar adequadamente, é preciso que sangue suficiente retorne a ele a cada batimento cardíaco.” Ou seja: quando você fica desidratado, a quantidade de líquido circulando na corrente sanguínea diminui. “Isso significa que menos sangue retorna ao coração, então ele precisa trabalhar mais para manter o sangue circulando por todo o corpo”, explica. 

Ao pensar no corpo como uma máquina, é possível dizer que a desidratação faz os aparelhos falharem. Como os vasos sanguíneos se contraem para ajudar a manter a pressão arterial e o coração bate mais rápido para manter o sangue circulando, as respostas habituais podem começar a não funcionar. Desta forma, órgãos como o cérebro, os rins, o fígado e o sistema digestivo podem não receber sangue suficiente para funcionar.    Sintomas da desidratação Quando você deixa de beber água ao ponto de desencadear a desidratação, pode sentir diversos sintomas, incluindo insolação ou desmaio. “Essas são emergências médicas e devem ser avaliadas imediatamente por um profissional de saúde”, aconselha o especialista.  Mas também existem outros sinais mais simples que merecem atenção: batimentos cardíacos acelerados ou palpitações; fadiga; sensação de desmaio; tontura; alterações na visão; falta de ar; desconforto no peito; boca e pele seca; urina escura, espumosa ou sensação de ardência ao urinar. Veja também: O que a urina pode dizer sobre a sua saúde? – Saúde Sem Tabu #47   Quem está mais vulnerável à desidratação?  De acordo com Jesse D. Bracamonte, fisiologista da família e especialista no manejo de doenças crônicas, qualquer pessoa pode ficar desidratada, mas a condição é mais grave em bebês, crianças e adultos mais velhos. “Bebês e crianças são mais propensos a apresentar diarreia e vômitos, que podem levar à desidratação. Eles também perdem muitos líquidos devido a febres altas. Além disso, crianças pequenas muitas vezes não conseguem dizer que estão com sede ou pegar água sozinhas”, afirma.  Já em adultos mais velhos, a reserva de líquidos do organismo diminui, a capacidade de reter água é reduzida e a sensação de sede também tende a ser menor. “Seus receptores de sede podem não desencadear a sensação de sede adequadamente, o que aumenta o risco. Além disso, doenças como diabetes e demência, assim como o uso de determinados medicamentos, podem contribuir para esse risco”, completa.  Outros grupos que apresentam maior risco são atletas, trabalhadores que atuam ao ar livre e usuários de medicamentos como diuréticos ou agonistas dos receptores de GLP-1. Segundo Marthaler, pessoas com insuficiência cardíaca ou outras formas de doença cardíaca também devem ter atenção especial. “O coração delas pode ter menos reserva para responder ao estresse adicional da desidratação. Muitas também tomam medicamentos que removem líquidos do corpo, reduzem a pressão arterial ou diminuem a frequência cardíaca, o que pode limitar a capacidade habitual do organismo de compensar”, afirma o cardiologista.    Quanto água devo beber? A regra básica é: se sentir sede, beba. Porém, ao passar algum tempo ao ar livre sob calor ou ao fazer exercícios por um período prolongado, aumente a ingestão de líquidos com antecedência. Pessoas que praticam atividades de resistência também podem se beneficiar de bebidas esportivas que contenham eletrólitos.  Aliás, na tentativa de se reidratar, escolha água ou essas bebidas em vez das açucaradas, refrigerantes ou cafeína. O álcool também contribui significativamente para a desidratação porque altera a forma como o cérebro e os rins regulam os líquidos e pode aumentar a perda deles.  Mas, ao tentar controlar isso, cuidado com o excesso de água. Bracamonte alerta que o consumo excessivo de água pode causar uma condição chamada hiponatremia, na qual o nível de sódio no sangue fica abaixo do normal.  “O sódio é um eletrólito e ajuda a regular a quantidade de água dentro e ao redor das células. Na hiponatremia, um ou mais fatores fazem com que o sódio no organismo fique diluído. Quando isso acontece, os níveis de água no corpo aumentam e as células começam a inchar”, detalha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que um rim saudável é capaz de filtrar entre 800 ml e um litro de água em uma hora. Quantidades superiores a três ou quatro litros por hora podem aumentar o risco de hiponatremia. O alerta, portanto, vale para os dois extremos. Afinal, a ingestão insuficiente pode ser ainda mais perigosa.   Assista: Quantos litros de água você precisa beber todos os dias?  Veja também: Como reconhecer sinais de desidratação?The post Você bebeu água hoje? Hábito evita a desidratação, mas também cuida da saúde do coração first appeared on Portal Drauzio Varella.

Este artigo tem como fonte DRAUZIO VARELLA UOL

FONTE: https://drauziovarella.uol.com.br/cardiovascular/voce-bebeu-agua-hoje-habito-evita-a-desidratacao-mas-tambem-cuida-da-saude-do-coracao/
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