Sou médico formado pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Após a graduação, realizei minha pós-graduação em Cirurgia Geral no Hospital Ophir Loyola e, posteriormente, minha formação em Cirurgia Plástica no Hospital Geral de Fortaleza.
Essa trajetória de formação e especialização me permitiu aprofundar meus conhecimentos na área cirúrgica e desenvolver minha atuação profissional na Cirurgia Plástica.
A mastopexia é uma cirurgia que consiste no reposicionamento das mamas, buscando devolvê-las à sua posição original. É indicada principalmente para pacientes que apresentam queda das mamas, seja pelo envelhecimento, por grandes perdas de peso ou pela flacidez que pode surgir após a gestação.
É importante diferenciar a mastopexia da mamoplastia de aumento. Enquanto a mastopexia tem como objetivo principal elevar e reposicionar as mamas, a cirurgia de aumento mamário é indicada para pacientes que possuem mamas pequenas ou desejam aumentar seu volume.
Nesses casos, podemos utilizar próteses de silicone ou enxerto de gordura para proporcionar maior volume, melhorar a projeção das mamas e criar uma linha de decote mais marcada. Portanto, quando o objetivo principal é aumentar o tamanho das mamas, estamos falando de uma mamoplastia de aumento, que pode ser realizada com próteses ou gordura.
Existem diferentes técnicas de mastopexia, e uma das possibilidades é a cirurgia com cicatriz em L, que busca proporcionar um bom resultado na elevação das mamas com uma extensão reduzida de cicatriz.
Em tese, a técnica com cicatriz em L pode ser utilizada em diferentes casos de mamoplastia. Entretanto, na minha opinião e com base na minha experiência profissional, costumo indicá-la principalmente para pacientes que apresentam flacidez leve a moderada e pequenos a moderados graus de ptose mamária, que é o termo médico utilizado para descrever a queda das mamas.
A escolha da técnica depende das características individuais de cada paciente, considerando o grau de flacidez, a posição das mamas e os resultados que se deseja alcançar com o procedimento.
O planejamento da mastopexia com cicatriz em L geralmente começa quando a paciente manifesta o desejo de realizar uma cirurgia com cicatrizes reduzidas, preservando a região da linha do decote livre de marcas.
Durante a avaliação, analisamos as características das mamas e definimos a possibilidade de utilizar essa abordagem. Também solicitamos exames laboratoriais e ultrassonografia das mamas, que fazem parte da avaliação pré-operatória.
Outra etapa importante é a marcação pré-operatória, realizada antes da cirurgia. Essa marcação permite planejar o posicionamento das incisões e orientar a execução do procedimento, considerando as características anatômicas da paciente.
Uma cicatriz bonita é, acima de tudo, uma cicatriz bem cuidada. Por isso, considero fundamental que a paciente siga adequadamente todas as orientações fornecidas pelo cirurgião durante o período pós-operatório.
Entre os principais cuidados estão manter a pele bem hidratada e respeitar a progressão de carga e de movimentos conforme a orientação médica. Essa retomada gradual das atividades pode ocorrer ao longo de um período que vai de 7 a 90 dias, dependendo da recuperação e das recomendações para cada paciente.
Outro cuidado que considero essencial é evitar a exposição solar sobre a região operada. A proteção da cicatriz deve receber atenção especial durante o processo de cicatrização, com orientações que podem se estender de 30 dias até um ano após a cirurgia.
O resultado final também depende da dedicação da paciente aos cuidados pós-operatórios, sempre respeitando o tempo de recuperação do organismo e as recomendações do profissional responsável.
A mastopexia pode ser realizada com ou sem implantes mamários. A associação com próteses acontece quando a paciente, além de desejar elevar e reposicionar as mamas, também tem interesse em aumentar seu volume.
Quando não existe o desejo de aumentar o tamanho das mamas, não há necessidade de utilizar próteses de aumento apenas para realizar a mastopexia.
A principal diferença no planejamento e na execução da mastopexia com prótese é a inclusão do implante no procedimento. Na abordagem que utilizo, podemos recorrer ao músculo peitoral maior para oferecer suporte à prótese, enquanto realizamos a mastopexia propriamente dita, que envolve a retirada do excesso de pele e a elevação da aréola.
Dessa forma, a cirurgia combina o reposicionamento das mamas com o aumento do volume, de acordo com as características e os objetivos da paciente.
Toda cirurgia apresenta riscos e possíveis complicações, que já são descritos na literatura médica, em pesquisas e nos estudos desenvolvidos ao longo do aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas.
Na mastopexia, as principais complicações incluem hematomas, seromas, sangramentos e alterações na qualidade das cicatrizes, como a formação de queloides ou cicatrizes hipertróficas.
Também podem ocorrer alterações temporárias na sensibilidade das mamas e, em situações mais graves, complicações como a perda de parte da aréola ou de áreas da pele mamária.
Por isso, a escolha adequada da técnica cirúrgica é fundamental. O objetivo é atender aos desejos e às expectativas da paciente, mas sempre considerando o que é possível realizar de maneira adequada com as características anatômicas das suas mamas.
A avaliação individualizada permite definir a abordagem mais apropriada, buscando equilibrar os resultados desejados com a segurança do procedimento.
Para quem está considerando realizar uma mastopexia e ainda tem dúvidas sobre qual técnica é a mais adequada, minha principal orientação é procurar um cirurgião plástico.
É esse profissional que possui a formação necessária para avaliar as características das mamas, identificar o grau de flacidez e indicar qual abordagem cirúrgica pode oferecer o resultado mais adequado para cada caso.
Cada paciente possui características e expectativas diferentes. Por isso, a decisão sobre a técnica deve ser tomada após uma avaliação individualizada, considerando tanto os objetivos estéticos quanto as possibilidades e limitações do procedimento.
Mais importante do que escolher previamente uma técnica específica é compreender que a indicação correta depende da avaliação do cirurgião plástico, responsável por orientar a paciente e definir a melhor conduta para suas necessidades.