Protocolo da USP orienta análise de variantes genéticas para diagnóstico de doenças raras
Material pretende auxiliar profissionais na interpretação de variantes genéticas diante da ampliação do sequenciamento pelo SUS.
Entre no nosso Grupo Whatsapp — Receba as principais notícias do diaParticipar Pesquisadores do Centro Integrado de Doenças Genéticas e Raras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Cigen–FMUSP) desenvolveram um protocolo aberto para orientar a análise de variantes genéticas no diagnóstico de doenças raras. A iniciativa busca padronizar o trabalho dos profissionais diante da expansão do sequenciamento genético pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e facilitar a transformação dos dados obtidos nos exames em informações úteis para o cuidado dos pacientes. Valquíria Reis, doutoranda da FMUSP e responsável pela submissão do protocolo ao CBGM 2026, explica que o Brasil já possui uma linha de cuidado para doenças raras que envolve desde a atenção primária até os serviços de referência. Segundo ela, o País conta atualmente com 61 serviços habilitados, distribuídos por 15 Estados. Neste ano, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP passou oficialmente a integrar a rede de centros de doenças raras. Crédito da imagem: www.medicinasa.com.br (proibida a reprodução sem autorização)
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Como é feita a análise O sequenciamento genético pode identificar milhares de alterações no DNA de um paciente, mas nem todas estão relacionadas a uma doença. “O maior desafio é entender quais dessas alterações, de fato, estão causando uma doença. Então, pode ter alterações que não vão causar nenhum impacto na pessoa, e a gente tem várias dessas alterações que são responsáveis por nossas diferenças, e tem aquelas que vão causar alguma doença”, explica Valquíria. Segundo a pesquisadora, o trabalho do analista consiste em investigar essas variantes a partir das evidências disponíveis em bancos de dados e na literatura científica, além de cruzar as informações com os dados clínicos do paciente. A partir desse processo, as alterações são classificadas, de acordo com diretrizes internacionais, em cinco categorias, que vão de patogênica a benigna e incluem as variantes de significado incerto. A análise é então integrada ao laudo que será utilizado pelo médico na avaliação do paciente. Protocolo facilita interpretação dos dados O material organiza a interpretação das variantes como um trabalho investigativo, para que os analistas sigam princípios comuns e avaliem as evidências disponíveis até chegar ao resultado. Valquíria explica que o protocolo funciona como um guia para esse processo. Antes da elaboração do material, segundo ela, havia dificuldades para localizar e reunir as informações necessárias à análise. Além de organizar as etapas de interpretação, o protocolo foi publicado em acesso aberto e reúne links para diferentes fontes de informação que podem auxiliar os analistas. A expectativa é que a demanda por profissionais capacitados para interpretar os resultados do sequenciamento também aumente com a ampliação do acesso aos exames. Para Valquíria, o compartilhamento de protocolos e experiências entre diferentes instituições faz parte desse processo. A proposta do Cigen é contribuir não apenas para a identificação de variantes genéticas, mas para que elas sejam analisadas de forma criteriosa e responsável e, quando houver evidências suficientes, possam se transformar em informações úteis para o cuidado dos pacientes. (Com informações do Jornal da USP) The post Protocolo da USP orienta análise de variantes genéticas para diagnóstico de doenças raras appeared first on Medicina S/A.
Fonte; https://medicinasa.com.br
FONTE: https://medicinasa.com.br/variantes-geneticas-doencas-raras/