A Anvisa aprovou um novo medicamento para prevenção do vírus sincicial respiratório (VSR) em recém-nascidos e lactentes.
O fármaco, chamado clesrovimabe (Eflonsia), representa um avanço importante no combate à principal causa de bronquiolite em bebês.
O VSR é o principal responsável por infecções respiratórias em crianças pequenas, especialmente:
Estima-se que o vírus esteja relacionado a:
A doença é particularmente perigosa nos primeiros meses de vida.
Diferente de uma vacina tradicional, o clesrovimabe atua por meio de imunização passiva.
Isso significa que o medicamento fornece anticorpos prontos, ajudando o organismo do bebê a se proteger imediatamente contra o vírus.
O produto foi desenvolvido pela Merck Sharp & Dohme e é administrado por injeção.
A recomendação da Anvisa inclui:
Embora todos possam receber, alguns grupos exigem atenção especial:
Nesses casos, o risco de complicações é maior.
A Anvisa orienta que bebês submetidos a cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea recebam uma dose adicional após estabilização clínica.
Isso ocorre porque o procedimento pode reduzir os níveis do anticorpo no organismo.
O clesrovimabe chega para reforçar um conjunto de estratégias já disponíveis no Brasil.
Entre elas:
Essas medidas ajudam a reduzir o risco de infecções graves em recém-nascidos.
O vírus sincicial respiratório representa um grande desafio para a saúde pública.
Entre 2018 e 2024, foram registradas:
Esses números reforçam a importância de estratégias de prevenção mais eficazes.
A bronquiolite, principal manifestação do VSR, é uma infecção pulmonar que pode evoluir rapidamente em bebês.
Os principais sintomas incluem:
Em casos graves, pode ser necessária internação hospitalar.
A aprovação do clesrovimabe marca um avanço importante na prevenção do VSR no Brasil.
Com novas opções como anticorpos monoclonais e vacinação materna, o país amplia a proteção de um dos públicos mais vulneráveis: os bebês nos primeiros meses de vida.
É um vírus respiratório que causa bronquiolite e pneumonia, principalmente em bebês.
Não. É uma imunização passiva que fornece anticorpos prontos.
Recém-nascidos e lactentes, especialmente os de maior risco.
Sim. Já disponibiliza o niservimabe e vacina para gestantes.
Sim. Pode levar à internação e complicações, principalmente em prematuros.